Palácio das Águas e a história do arquiteto suicida

Palácio das Águas

Palácio das Águas reúne histórias e lendas variadas

Pela avenida Córdoba, por volta da uma da manhã, de dentro do táxi, avistei um prédio maravilhoso. Não havia nenhuma placa, nenhuma indicação se ali funcionava uma embaixada, museu ou abrigava algum ministério. Era muito luxo. Me lembrou o Museu do Ipiranga. Claro que estava escuro, não dava para ver direito, mas percebi a imponência deste prédio de Buenos Aires. Perguntei ao taxista. Ele estava calado até então, mas pareceu gostar do questionamento e se abriu em explicações.

– Que prédio é aquele?
– É o Palácio das Águas. Ali embaixo há um depósito onde fica a água que é tratada e daqui ela é distribuída para toda a cidade.

Interessante. Notei que o prédio tem uma arquitetura bem diferente dos que estão ao seu redor.

– Não sei quando foi inaugurado, mas é bem antigo mesmo. O arquiteto que o fez se suicidou. Ele terminou a obra e descobriu que havia um defeito em uma das janelas. Por causa disso, ele se suicidou.

Surpresa com o comentário, fiz um som de surpresa.

– Se todos os políticos que fizessem algo errado se suicidassem, não haveria mais ninguém para nos governar – completou.

Falou e disse.

Palácio das Águas

Segundo informações do site ohbuenosaires.com, o Palácio de Águas Corrientes é do século XIX, tendo sido iniciada em 1887, com o objetivo de ser uma solução sanitária para problemas da época, que atingiam os imigrantes europeus.

No prédio, há cerâmica inglesa e 130 mil tijolos de vidro, também da Inglaterra. Há ainda peças em terracota e escudos das províncias da Argentina, todas feitas em terras anglo-saxãs.

Sua construção durou sete anos e o Palácio das Águas foi inaugurado em 1894. No interior, havia 12 caixas d’água metálica, para armazenar 72 mil toneladas de litros de água, o que realmente significou uma evolução em termos sanitários na cidade de Buenos Aires da época. Hoje, existem escritórios operand a companhia de água e, dentro do prédio, funciona também o Museu do Património de Aguas Argentinas

Agora, quanto à história do suicídio do arquiteto, não encontrei nenhuma informação na Internet. Sendo verdade ou não, trata-se de uma história muito boa. Na próxima viagem, colherei mais informações! 😉

TEXTO: ÉRICA FRANÇA
FOTO: DIVULGAÇÃO

 

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2 thoughts on “Palácio das Águas e a história do arquiteto suicida

  1. Fábio

    No mínimo, tentou o suicídio após várias sessões de análise, quase um fetiche dos nossos amigos portenhos.

    Vou mandar essa história para o Kassab, para ver se assim ele segue o exemplo!

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