Parrachos de Maracajaú: melhor que o bate-bunda dos bugues

Maracajaú

As fotos não descrevem a beleza do lugar, mas vale a tentativa.

O melhor passeio da minha vida durante uma viagem. Sim, eu sei que não tenho muita experiência no assunto, mas mesmo que este fosse o único passeio da minha vida, eu, ainda assim, arriscaria a dizer que não encontraria outro melhor. O local? Parrachos de Maracajaú, nas proximidades de Natal. O programa? Mergulhar com peixes coloridos e ver bem de pertinho os corais – ou parrachos.

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Lesma do Mar. Foi o guia que a pegou. Não tente fazer isso sozinho.

Não parece nada tão maravilhoso assim. Mas é. E eu nem mergulhei com o cilindro de oxigênio, não. Foi só com o snorkel mesmo. E até aprender a usar o bendito, engoli muita água salgada. Mas depois que percebi que conseguia mergulhar até encostar na areia, desde que eu travasse a entrada de água com a minha língua (gênio!), aí o negócio ficou bom.

Quando você pega o barco para ir aos Parrachos de Maracajaú, cerca de 10 quilômetros e 40 minutos da praia, você é informado de que o ponto de mergulho tem entre 1,5 metro e 2 metros de profundidade. Fácil. Há salva-vidas, para você ficar apoiado neles apenas colocando a cabeça pra dentro da água. Vida mole esta, né?

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Pessoas com preguiça de nadar pra longe do barco

Mas o bom mesmo é mandar o salva-vidas pras cucuias (se você souber nada, claro!) e encostar a barriga na areia, lá embaixo, que nem alguns peixes. É preciso ter cuidado com os corais. A água puxa você e, mesmo sem perceber, logo você está a poucos centímetros dos corais. O maior problema não é você encostar neles e ganhar um cortinho na mão ou nos pés. Mas se você quebrar uma parte do coral, ele vai levar centenas de anos (acho que foi esta a informação do guia do barco. Algum biólogo pra me corrigir?) pra se reconstituir. E você não vai querer isso, com certeza.

O passeio, que me custou R$ 60, dura três horas. Eu achei que poderia durar umas cinco. Porque você nada um pouquinho, volta um pouquinho pro barco, come um espetinho (queijo por R$ 3 e camarão e lagosta por R$ 7) e aí nada mais um pouquinho. Enquanto saboreia seu espetinho com uma cerveja ou água, como preferir, também fica embasbacado com a cor da água, esverdeada e transparente.

Maracajaú

Três barcos ancoram por vez nos parrachos. Limite evita danos ambientais.

Como eu quis aproveitar muito, nadei além da conta, comi meio espetinho e voltei com fome do passeio. Também optei em não comer no restaurante indicado pelo passeio, só porque sou mão-de-vaca mesmo. Mas encontrei outro melhor logo ali, no rio Punaú, a alguns quilômetros, e não me arrependi de ter esperado um pouco (mais sobre o rio Punaú e a comida maravilhosa encontrada por lá em um post próximo).

Em resumo, o passeio nos parrachos de Maracajaú é altamente recomendado. Eu preferi este ao bate-bunda dos bugues nas dunas de Natal. Mas sei que esta não é uma opinião unânime.

TEXTO E FOTOS: ÉRICA FRANÇA

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