Viajando com crianças: o que aprendi na primeira viagem longa com minha filha

viajando com crianças

A Carol se esbaldou na viagem à Itália. Lá, aprendemos muito sobre como viajar com crianças

Quando planejamos e organizamos uma viagem, levamos em conta o que colocar na mala, o que deixar de fora, que tipo de destino visitar, qual a melhor hospedagem e meio de transporte. Viajando com crianças, a atenção para estes detalhes tem de ser ainda maior. Nos deparamos com medos, como não ter onde trocar o filho, não ter alimento apropriado ou o espaço físico não ser adequado.

Neste texto, quero compartilhar com vocês meus aprendizados em relação à primeira grande viagem que fiz com minha filha, na época com dois anos e três meses. Vou falar sobre o que levar (e o que não precisa ir na mala), o que é preciso ter na mala de mão e dicas para o voo, qual o melhor tipo de hospedagem, como transformá-la em um lugar mais acolhedor e familiar, como lidar com a alimentação e quais as atrações turísticas mais apropriadas. Enfim, tudo para que você possa curtir ao máximo viajando com crianças.

Em setembro de 2014, fomos à Itália, onde ficamos 23 dias.

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O que levar (e o que pode ficar em casa)

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O carrinho é fundamental. Leve-o sem hesitar

Há um ditado que diz que quanto menor a criança, maior a bagagem. E, de fato, isso ocorre. Como a Carolina já estava com dois anos, não precisamos nos preocupar em levar uma banheira inflável. Em viagem anterior, levamos a banheira (quando ela ainda tinha medo de chuveiro). Então, avalie a necessidade do seu filho. Se a hora do banho for se tornar um tormento, leve a banheira inflável. Se ele toma banho no chuveiro ou no colo, deixe-a em casa.

O carrinho é um item indispensável. Fiz grande pesquisa antes da viagem e segui o conselho de outras mães – levei carrinho. Com tantos gastos, no entanto, não foi possível comprar um carrinho mais robusto. Pois conto a vocês que levei um carrinho guarda-chuva (dobrável, não ocupa tanto espaço e não precisa ser despachado com as malas) que paguei super barato no Brasil – menos de R$ 500 – e ele aguentou o tranco, inclusive pelas vias de pedra do Fórum Romano, vejam só.

Você pode até pensar “ah, mas eu vou ter de levar o carrinho quando não estiver usando”. Mesmo assim vale a pena: o esforço de carregar a criança quando ela estiver muito cansada (ou dormindo) durante os passeios será muito maior.

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Para a criança se sentir em casa

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Calma, não precisa levar tudo isso. Escolha apenas os brinquedos mais queridos da criança

Se por um lado, é ótimo variar o ambiente para a criança, por outro ela pode sentir falta de um lugar mais familiar e acolhedor. Nos primeiros dias da viagem, a nossa pequena teve febre (acredito que por conta de voos, fuso horário e toda a mudança). Alguns apetrechos foram essenciais para ela se sentir mais “em casa”, como o copo em que ela toma o leite antes de dormir, seu travesseiro e seus desenhos/animações preferidos. Leve um case com os DVDs que seu filho mais gosta de assistir e um DVD portátil. Tanto no avião quanto durante a viagem, eles serão super úteis.

Não é necessário levar uma grande quantidade de brinquedos, porque seu filho certamente ganhará mais alguns mimos na viagem. Se considerar necessário, opte pelo brinquedo mais querido e deixe o restante em casa.

No avião e no trem

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Brinquedos, cadernos de colorir ou livros de história: tudo é válido para entreter a criança no avião ou no trem

Consulte sua companhia aérea para verificar se ela tem menu kids. Na Iberia, o prato para as crianças vêm primeiro. Então, seu filho não fica esperando e você pode dar o almoço/jantar a ele antes de chegar a sua refeição.

Algumas companhias também oferecem kits para a criança. Na Iberia, a Carolina ganhou uma bolsinha com lápis de cor e desenhos para colorir, além de uma lousinha mágica.

Se seu filho é bebê, consulte também a companhia aérea para saber se elas disponibilizam bercinhos. Eles são acoplados sobre a cadeira dos pais e os pequenos podem ir dormindo, devidamente presos por um cinto de segurança para crianças.

Em viagem pela Europa, os traslados de trem são quase obrigatórios. Confira todas as tarifas, pois um upgrade de classe pode representar mais espaço e, portanto, conforto para a criança. As diferenças de preço, em geral, não são tão grandes. Na Ítalo, uma das companhias italianas, oferece uma opção de classe econômica com maior espaço, por alguns euros a mais. Vale a pena.

Leia mais: como entreter seus filhos em uma viagem longa

Hospedagem

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Alugar apartamento é a melhor forma de hospedagem com crianças. Elas se sentem em casa

Nos dois primeiros dias da viagem e no último, como tínhamos conexão e ficaríamos apenas um dia na cidade, optamos por um hotel. Escolhi um com restaurante, onde poderíamos jantar e onde eu poderia, eventualmente, pedir para que esquentassem o leite da Carolina. Na época, ela tomava leite Ninho. Levei o suficiente para a viagem toda.

O hotel serviu seu propósito, mas não foi a melhor escolha para a pequena. Sem espaço e com seu aspecto “frio”, ela não gostou muito do hotel. Foi nestes dias que teve febre e ficou meio derrubadinha.

Para nós, o que funcionou melhor foram os apartamentos alugados. Como escolhemos ficar pelo menos quatro noites em cada um deles, logo no primeiro dia, eles já se tornavam nossa casa. DVD e desenhos, revistas de pintar espalhadas, travesseiro e chupeta na cama, comida e frutas com as quais ela está acostumada, ela se sentia em casa. E creio que esta sensação fez com que ela se sentisse mais segura.

Leia mais sobre como alugar apartamento de temporada

Pontos turísticos

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Parques, zoológicos e outras atrações para crianças devem estar na programação

Não adianta viajar com criança e imaginar que você está indo sozinho ou em casal. A viagem tem de ser mais slow, mais tranquila, sem pressa. Lembre-se que você está viajando com crianças. Em vez de querer conhecer todos os museus do local, escolha aquele imperdível e aproveite a cidade. Visite parques, praças, atrações para as crianças.

Nossa rotina era deixar a Carol dormir o quanto quisesse e só então sair de casa. Além de uma atração que quiséssemos ver, o roteiro também incluía atrações que ela certamente gostaria de ver e bastante tempo livre.

Um dia teve zoológico, no outro um parque, praça, parquinho. Quando íamos a um museu ou igreja, ela estava em um “castelo da princesa”. E tudo sem pressa, para que o passeio fosse agradável e não estressante.

Reforçamos a recomendação: leve sempre o carrinho, porque a criança se cansa logo. Se ela dormir no carrinho, sobra tempo para você se dedicar mais a quadros, esculturas ou até tomar uma cerveja em um bar.

Leia mais: Como revezamos na Itália para conhecer os museus imperdíveis

Alimentação

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Use e abuse dos mercados para comprar alimentos frescos e saudáveis

A Itália não é um destino complicado quando se trata de alimentação. Os restaurantes têm pratos que poderiam ser encontrados por aqui e com os quais as crianças estão acostumadas. Há saladas, carnes, massas, legumes.

Nós, no entanto, não fazíamos todas as refeições em restaurantes, por duas razões: queríamos economizar e manter um pouco da rotina com a qual a Carol está acostumada, no que diz respeito à alimentação.

Então, nossa opção era fazer a maior parte das refeições nos apartamentos. Comprar no supermercado é divertido para mim. Então, comprei muitos tomates maravilhosos, massas, carnes, legumes, frutas da época. Assim, a parte alimentação da viagem foi bem econômica e a Carolina não estranhou em nada a comida e manteve a rotina (e o apetite) que tem em casa.

Se você tem mais dicas, deixe-as nos comentários. Queremos saber sobre sua experiência e aprendizado viajando com crianças.

FOTOS: ÉRICA FRANÇA E FÁBIO MENDES

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ÉRICA FRANÇA

14 thoughts on “Viajando com crianças: o que aprendi na primeira viagem longa com minha filha

  1. Nathalia Depolo

    Que post legal!
    Apesar de ainda não ter filhos, quero ser aquele tipo de mãe que integra os pequenos nas atividades da vida: viajar, sair para jantar, visitas aos amigos…
    Acho super importante trazer as crianças para essas atividades e sempre gosto de ler dicas das mamães que já estão fazendo isso. Adorei!

    1. Érica França Post author

      Brigada, Nathalia! É bem isso – integrar os filhos à nossa vida – sempre os respeitando também, sabendo limites e tudo o mais, mas não deixando de ser nós mesmos. E, principalmente, não deixando de mostrar o mundo a eles!

  2. Julia

    Adorei as dicas! Não tenho filhos – AINDA. E não vejo a hora de viajar com os pequenos. Certamente sera um aventura. Mas nada como dicas assim para nos deixar mais seguras, rs.
    Vou deixar tudo anotadinho, junto com mais ideias de viagem com crianças 🙂
    Adorei!

    1. Érica França Post author

      Exato! E é melhor viajar mais leve do que com o mundo nas costas….aliás, a gente já vai ter de carregar uma malinha a mais em alguns momentos, rs.

  3. Tati Rosa

    Érica sua filha é um xerox seu!!! Igualzinha, que linda!!! Adorei a foto dentro da caixa de brinquedos, que amor.
    Suas dicas são preciosas, tomara que muitas mamães leiam antes de viajar porque há informações, como escolher pontos turísticos adequados, respeitar o tempo da criança, se hospedar em apartamento… Tudo isso muda a cara da viagem.
    Belo post, belas dicas.
    Tati

    1. Érica França Post author

      Obrigada, Tati! Estes cuidados realmente deixam a viagem mais leve. A gente sabe que precisa respeitar o tempo da criança e montar um novo esquema de viagem para que todos aproveitemos né?

  4. Wérica viegas

    Todas as dicas são de suma importância , quero muito ir pra disney e levar minha filha mais ainda fico receosa com todos estes cuidados ainda mais em um país exterior ! Assim que ela ficar mais crescidinha iremos com certeza fazer essa tao sonhada viagem ! Seu blog é muito legal ;* beijos beijos

    1. Érica França Post author

      Isso Wérica, viaje mesmo. Mesmo no exterior, com alguns cuidados, dá para ir com crianças sim! E é bem legal! Assim que decidir ir, me conta! E fique à vontade para tirar as dúvidas, ok?

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