Conheça Sintra e experimente os travesseiros da Piriquita

Ruelas de pedras, restaurantes pequenos e simpáticos, um ar interiorano. Castelos e casas de veraneio da família real portuguesa. Dentro deles, obras de arte, esculturas, lustres extravagantes, muito luxo e ostentação. Do lado de fora, arquitetura com influência moura e de diferentes períodos da história portuguesa. Estamos em Sintra, uma pequena cidade a 30 quilômetros de Lisboa. Prepare-se para visitar dois palácios estonteantes e para sentir uma pontinha de raiva por saber que parte desta ostentação foi possível graças ao ouro que saía daqui mesmo, das nossas queridas terras tupiniquins.

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Os cones do Palácio Nacional

Sintra

Azulejos em uma das salas do Palácio Nacional

Chegando à cidade (e eu cheguei com um frio de uns 10 graus e uma chuva fina, meio paulistana), a sensação é de uma cidade pequena, bucólica. Ruas estreitas que vão subindo, subindo, se abrindo em novas pequenas ruas estreitas. E, conforme você vai se perdendo por elas, vai encontrando lojinhas de souvenir, restaurantes, lanchonetes, docerias. Ah, as docerias. Para mim, são as melhores. Quase em frente ao Palácio Nacional de Sintra, uma ruela de pedras. E, no início dela, uma doceria que se chama Piriquita. Foi ali que tive uma das melhores experiências gastronômicas de Portugal: experimentar os travesseiros, um doce feito de ovos. E, claro, é um doce que te leva aos céus.

Sintra

Ruelas de pedra

Saí de lá feliz, leve, livre e sem me irritar nem um pouquinho com o frio e a chuva insistente.

A Piriquita é, para mim, o ponto principal a ser visitado em Sintra. Em seguida, outro ponto obrigatório é o Palácio da Pena. Lindíssimo, a cerca de 4,5 quilômetros do centro e cheio de luxo, a começar pelo ponto onde foi construído – um cume com uma bela vista de montanhas. Como eu disse, estava frio e, para chegar até o palácio, enfrentei uma serra gelada, com muita névoa. Acreditei, de verdade, que estava indo para o Castelo do Drácula. Apesar de não ver a vista a partir do castelo, valeu muito e pena.

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Vista enevoada do Palácio da Pena (frio!)

O castelo é lindíssimo. Serviu de casa de inverno do rei D. Fernando II (1816-1885). Os quartos dos membros da família, seus escritórios, cômodos de banho, áreas comuns, bibliotecas, tudo é muito imponente, com objetos de arte, móveis de madeira maciça, muita cerâmica. Muito luxo, enfim.

Quando fui, o quarto da rainha d. Amélia estava fechado para visitação, em processo de restauração. Mas, segundo o site da Câmara de Sintra, já foi reaberto. O palácio foi edificado a cerca de 500 metros de altitude e sua construção remonta a 1839. O local foi inspirado nos Palácios da Baviera.

Palácio Nacional
O Palácio Nacional de Sintra, localizado no centro, também foi casa de veraneio e é luxuoso. Há três destaques no local: um lustre enorme, que ocupa quase um cômodo inteiro, extremamente imponente, um cômodo inteiramente coberto de azulejos de origem hispano-mourisca e as chaminés da cozinha, que podem ser vistas ao longe e parecem dois cones enormes.

Com fundação árabe, o Palácio de Sintra tornou-se, no século XII – e permanceu por oito séculos – residência da Família Real Portuguesa. Sua configuração atual não se alterou substancialmente desde meados do século XVI, resultando de campanhas de obras sucessivas de Dom Dinis, João I e Dom Manuel I. A construção reúne estilos arquitetônicos diversos – gótico, mudéjar e manuelino – e foi muito utilizada na Idade Média como refúgio da Corte.

Sintra

Luxo no Palácio Nacional

Serviço:

O Palácio nacional da Pena fica a cerca de 4,5 quilômetros do centro de Sintra. Há ônibus para o local. De abril a setembro, ele fica aberto das 9h45 às 19h. Os bilhetes são vendidos até as 18h15 por 12 euros.

Entre outubro e março, o funcionamento diminui, das 10h às 18h e o ingresso também é mais barato, custa 8 euros e pode ser comprado até as 17h. O funcionamento é de segunda a domingo.

O Palácio Nacional fica aberto das 9h30 às 17h30. Os visitantes podem entrar no local até as 18h, pagando ingressos de 7 euros. O palácio fecha às quartas-feiras.

Leia mais:

– Mosteiro de Batalha;

– Fátima; 

– Óbidos; 

– Lisboa: Oceanário; 

– Lisboa: Castelo São Jorge; 

– Dez razões para visitar Lisboa e arredores; 

– Histórias de Portugal: seu Rui. 

ÉRICA FRANÇA
FOTOS: ÉRICA FRANÇA

5 thoughts on “Conheça Sintra e experimente os travesseiros da Piriquita

  1. Pingback: Mosteiro de Batalha – Patrimônio da Humanidade « Viajante em tempo integral

  2. Fã nº 1

    Brrrrrrrrrrrrrrrr…nunca passei tanto frio e, quem me conhece sabe o qto eu adoro essa estação.

    Valeu muito a pena. A filha adora doce e a mãe adora a jinja. Precisamos voltar para subir até o palácio da Pena com um dia de sol.

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