Nova York: mesmo com tragédia, capital permanece cosmopolita

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Estátua da Liberdade

Milhares de vida foram ceifadas naquela manhã de setembro, há dez anos. O mundo ficou boquiaberto. A realidade superou a ficção e produziu danos muito maiores do que os já imaginados, mesmo pelos mais criativos cineastas e escritores.

Mas a metrópole renasceu. Ela nunca mais voltou ao normal. Mas as pessoas aprenderam a viver com um novo normal, novos parâmetros, novos fatos, uma realidade não imaginada, mas que deve ser vivida. Depois de levantar a poeira, todos têm de “get over it and move on”. Foi isso que as pessoas que vivem em Nova York fizeram.

Nova iorquinos são os moradores que transformam esta cidade na talvez mais cosmopolita de todo o mundo. Quando você anda numa rua na Times Square, ouve todas as línguas, talvez a que menos apareça por ali seja o inglês. Nova York é uma síntese do mundo.

Há indianos, marroquinos, brasileiros, chineses, paquistaneses, russos, turcos. Alguns são turistas, muitos funcionários do Mac Donald´s, alguns, motoristas de táxi. Todos foram este caldeirão cultural que é Nova York.

Como homenagem aos 10 anos da queda do World Trade Center, eu adoraria mesmo re-visitar Nova York. Mas como isto não será possível nesta data, vamos apenas para um Top 10 de NY, a cidade que nunca dorme e que continua fervendo. A vida continua em homenagem àqueles que tiveram as suas tão cedo tiradas.

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Times Square

1. Times Square
Este é um pedaço icônico do mundo. Outdoors, muita publicidade, luzes, neon. Você realmente se sente em um filme americano. A Times Square é interessante porque ali você ouve todo tipo de sotaque e língua. Ali, tropecei em um homem e quando me virei para dizer Sorry, ele me disse Desculpa!

Além disso, há uma loja enorme da Virgin na Times Square. É divino para quem gosta de música.

Isso sem falar da Broadway e dos táxis amarelos.

2. Ópera na Broadway
Ir à Broadway e não ver nenhuma peça não pode, não é? Mesmo que você não fale inglês fluentemente, vale a pena assistir a um espetáculo. Pela produção, pelas músicas, pelo caráter antropológico do programa – ver como as pessoas se comportam.

Você pode escolher entre espetáculos já consagrados como O Fantasma da Ópera e A Bela e a Fera ou Chicago ou ver o que há de novidade em cartaz. Para a peça Chicago, por exemplo, há ingressos de US$ 70 a US$ 241. Podem ser comprados online.

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Entre peças famosas, está O Fantasma da Ópera

3. Estátua da Liberdade
Depois que eu fui à Estátua da Liberdade, tomei uma decisão: precisava conhecer o Cristo, no Rio de Janeiro.

É que visitar o símbolo da cultura norte-americana é emocionante. Fiquei a imaginar como seria visitar o símbolo do meu País. (e realmente, foi uma experiência emocionante, que vivi alguns anos depois).

Bom, ir até a Estátua da Liberdade é um ótimo passeio. Se você comprar o ingresso que te permite entrar na estátua e visitá-la até lá em cima, é mais interessante ainda. Você terá informações de como foi a construção, o transporte e obterá dados da obra. É bacana. E você se sentirá novamente em um filme americano. Nova York é puro cinema!

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Interior da Estátua da Liberdade

A Estátua foi um presente dos franceses para o povo americano, em nome da amizade entre os dois povos. O escultor da estátua é o francês Auguste Bartholdi.

4. Ellis Island
Há passeios para a Estátua da Liberdade que também incluem uma passada pela Ellis Island, a ilha onde está o Museu da Imigração. Ali, há um pouco da história de como se deu o povoamento de Nova York. Quem chegou primeiro e vindo de onde. Para nós, brasileiros, que também temos uma ampla história de imigração, com os italianos, espanhóis e, depois, japoneses, a visita é bem interessante.

De 1892 a 1954, mais de 12 milhões de imigrantes entraram nos Estados Unidos pelo portal da Ilha Ellis, uma pequena ilha no porto de Nova York.

5. Saint Patrick´s Cathedral
Esta catedral enorme e linda fica na Madison Avenue (460). Ela é imponente, pode ser vista de alguns quarteirões de distância e fica ainda mais deslumbrante de perto.

Você pode fazer o passeio completo por ela e, se conseguir pegar uma missa, mais bacana ainda.

A catedral foi construída com a contribuição de moradores de Nova York, incluindo imigrantes pobres. A pedra fundamental foi lançada em 1858 e as portas da catedral foram abertas em 1879. Cento e cinquenta anos depois, uma nova catedral foi construída, sob a batuta do arcebispo John Hughes.

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Saint Patrick´s Cathedral

6. Metropolitan Museum of Art
Se você gosta de museus, separe um dia todinho para o Met. Ainda assim, você terá de escolher o que visitar ali dentro. O museu é enorme. Há uma ala inteirinha para arte egípcia. Outro andar somente com arte pré-colombiana.

Faça seu passeio tranquilamente, aprecie as obras, leia sua história. Não é sempre que temos uma oportunidade de estar em um dos museus mais famosos do mundo, rico em história.

O ingresso custa US$ 25 e o museu fecha apenas às segundas-feiras. De terça a quinta, fica aberto das 9h30 às 17h30. Às sextas e sábados, funciona das 9h30 às 21h e, aos sábados, novamente das 9h30 às 17h30.

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Ala do Egito no Metropolitan

7. Central Park
Mais uma vez, você está em um filme. Pode aproveitar seu momento estrela para simplesmente descansar, deitando no gramado como muitos nova-iorquinos e tomando um sol, caso você esteja no verão americano.

Você pode também passear em torno do parque – que não acaba nunca – ou optar por um passeio naqueles carros engraçados, que lembram uma charrete. Mas é imprescindível uma passada pelo Central Park, esse pulmão de Nova York.

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Central Park

8. Rockfeller Center
Você já assistiu àqueles filmes em que há pessoas esquiando em Nova York, na frente de um prédio enorme. Pois é. Este complexo de prédios é o Rockfeller Center, que fica no quarteirão que abriga a 5th avenue, a Avenue of Americas, a 48th street e a 51st street. Se for no inverno, você pode patinar no gelo. No verão, dá para subir até o mirante ou fazer um tour pelos prédios.

9. Grand Central Station
Desculpe-me a insistência, mas mais uma vez recorro a filmes para falar dos pontos turísticos de Nova York. A Grand Central Station (87 E 42nd Street ) também já apareceu em várias produções. Tenho uma cena na cabeça, de um carrinho de bebê descendo as escadarias (acho que é do Corra que a Polícia vem aí).

Do terminal, partem trens para diversas localidades. Mas a visita vale mesmo que você não planeje pegar o trem. O hall é famoso e lindo. No site do Grand Central, há instruções em inglês para um tour dentro da área.

10. Empire State Building
A vista dos arranha-céus de Nova York, de toda sua movimentação e grandiosidade é marcante e emocionante. Vale a fila enfrentada no Empire State e as dezenas de andares subidas em um elevador. Sentir o vento forte da metrópole, ver as luzes (à noite, é mais bonito) é inspirador. Dizem que a desvantagem é que de lá você vê a cidade sem o Empire State. Isso pode ser corrigido se você for ao mirante do Rockfeller Center por exemplo. Mas o ideal é ir aos dois. Ver a cidade a partir do Empire State e vê-lo a partir de outro arranha-céu. O ingresso custa US$ 20 e podem ser comprados online.

Só não se lembra de King Kong quem sobe neste prédio que não tem a menor ideia do que é cinema. Porque eu nunca vi este filme, mas foi impossível não ver o gorila em cima do Empire State, dominando a cidade de Nova York, quando cheguei ao topo!

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Noite de NY a partir do Empire State

TEXTO E FOTOS: ÉRICA FRANÇA

2 thoughts on “Nova York: mesmo com tragédia, capital permanece cosmopolita

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