Masp: um ícone paulista

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand é um ícone para os paulistanos. Cartão postal da maior capital do Brasil, conta com rico acervo, recebe exposições importantes e atrai visitantes de cidades, Estados e continentes. São cerca de 50 mil visitas por mês, segundo informações do museu. Além disso, conta com um vão livre intrigante que, por si só, também é um ponto turístico, pois abriga feiras e manifestações culturais diversas.

O museu não é o meu preferido em São Paulo (gosto mesmo da arquitetura de Ramos de Azevedo e do acervo da Pinacoteca), mas não dá para deixar de falar dele em uma série sobre a avenida Paulista. E ele é, enfim, um dos mais importantes museus de arte da América Latina.

Para chegar ao Masp, é fácil. Há uma estação de metrô da Linha Verde que leva o nome do Museu – Trianon-Masp – e que te deixa pertinho dele. São Paulo não conta com um transporte público abrangente e de qualidade, mas a avenida Paulista é uma exceção à regra. Chegar lá não é tão complicado como a muitos outros pontos da cidade. Esta é uma grande vantagem para turistas e viajantes.

O Masp reúne acervo riquíssimo, de cerca de oito mil peças, especialmente de arte ocidental. Entre os destaques, há obras de Rafael, Ticiano, Renoir, Monet, Manet , Cézanne, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Gauguin e Modigliani. O Masp também possui a coleção completa de 73 esculturas de Edgar Degas, além de 3 pinturas do artista.

A convite do “Musèe d’Orsay” o museu paulista integra, desde 2008, o “Clube dos 19”, que congrega os 19 museus cujos acervos são considerados os mais representativos da arte européia do século XIX, como o Musèe d´Orsay, The Art Institute de Chicago, Metropolitan de Nova York, entre outros.

Por sua importância, reúne exposições muito bacanas. Atualmente, recebe a exposição Roma – A vida e os imperadores (até 22/4/12). Por ali, também já passaram Picasso, Renoir, Rodin, Andy Warhol,  Vik Muniz e tantos outros.

Gosto do Masp por seu acervo, suas exposições e aprecio a loja de artes e seu restaurante. Também gosto dele porque é todo adaptado. Isso deveria ser uma regra em todos equipamentos públicos e turísticos, mas infelizmente ainda não é (o Museu do Ipiranga, por exemplo, ainda não tem elevador e um cadeirante perde a oportunidade de chegar aos andares superiores, barrado pelas escadarias). Mas sei que no Masp a acessibilidade está completa, com elevadores, rampas e todo o atendimento necessário a cadeirantes, por exemplo.

História
O Masp foi fundado em 1947, idealizado por Assis Chateaubriand, empresário e jornalista, e Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte italiano. A princípio, instalou-se em quatro andares do prédio dos Diários Associados, império de Chateaubriand formado por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, editora e a revista O Cruzeiro.

As primeiras obras de arte do museu foram selecionadas pessoalmente por P. M. Bardi na Europa do pós-guerra, em suas inúmeras viagens às principais capitais culturais com Chateaubriand.

Chatô, como era chamado, usava seu prestígio político-empresarial entre os grandes empresários da época para arrecadar os recursos para a aquisição das obras.

A sede atual foi projetada por Lina Bo Bardi. Foram 12 anos entre projeto e execução. Lina trabalhou sob uma condição imposta pelo doador do terreno à prefeitura de  São Paulo: a vista para o Centro da cidade e para a Serra da Cantareira teria de ser preservada, através do vale da avenida 9 de Julho. Assim nasceram as quatro colunas do atual museu com um vão livre de 74 metros, inagurado em 1968.

Para se ter ideia da importância do evento, a inauguração do novo prédio contou com a presença da Rainha Elizabeth II da Inglaterra.

Serviço:
Endereço:
Avenida Paulista, 1.578
Próximo à estação do metrô Trianon-Masp
Horários:
Segunda-feira: fechado
De terça a domingo: das 11h às 18h (bilheteria aberta até 17h30)
Quinta-feira: das 11h às 20h (bilheteria até 19h30).
Ingressos:
O ingresso integral custa R$15,00 e dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e aposentados com comprovantes pagam R$7,00 (meia-entrada).
Menores de 10 anos e maiores de 60 anos de idade não pagam ingresso.
Terças-feiras: entrada gratuita para o público em geral.

TEXTO: ÉRICA FRANÇA
FOTO: DIVULGAÇÃO

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