El Calafate: cidade nascida para o turismo

O passeio insólito com o cunhado não se resumiu a Buenos Aires (veja o início do passeio aqui, no Zoo de Lujan). Após quatro dias de engorda à base de Quilmes, empanadas e parrillas na capital portenha, seguimos para a Patagônia, a gelada e belíssima região ao sul do país. Destino: El Calafate, conhecida como ponto de partida para o espetacular Glaciar Perito Moreno.

el calafate

El Calafate é uma cidadezinha com menos de 6 mil habitantes na província de Santa Cruz, a mesma de onde surgiu para a política a família Kirchner. Ao fazer nossa escala em Bariloche, aliás, avistamos um avião da Força Aérea Argentina. Seria dona Cristina fazendo uma visita ao Lar, Doce Lar? Não pudemos conferir, pois o avião fez uma parada rápida e seguimos para nosso destino.

Para ter uma ideia do quão distante é El Calafate dos grandes centros, eis algumas informações. A cidade está a apenas 890 quilômetros de Ushuaia, a cidade mais austral do mundo. Portanto, El Calafate está a menos de 1.700 quilômetros da Antártida, bem menor que a distância até Buenos Aires (2.900 quilômetros).

A cidade está muito próxima à divisa com o Chile, providencialmente localizada entre os Andes e o belíssimo Lago Argentino, que dominam a paisagem. Você consegue avistá-los de muito longe, ainda no avião, e eles surgem de forma impactante.

O aeroporto dista cerca de 25 quilômetros do centro da cidade. Moderno, ele vem sendo ampliado para receber a crescente demanda de visitantes de todo o mundo, especialmente brasileiros. Vans cobram cerca de R$ 47 para levá-lo até o centro, mas é possível negociar o valor com os táxis da região.

Chegar ali é como embarcar em outro mundo: ruas limpas, bem pavimentadas e com casinhas e lojas charmosas na avenida principal. Imaginem este local no outono, com aquelas lindas árvores exibindo (e soltando) folhas coloridas!

el calafate

Em vários pontos, brotam restaurantes, hotéis, pousadas e hostels, além de lojas de souvenires. É uma cidade tão pronta para o turismo que a impressão é que ela foi criada especialmente para isso, e não como refúgio para criadores de ovelhas, no início do século passado.

De volta ao presente, a cidade ainda conta com uma atração adicional, um cassino, em que pudemos gastar, na última noite, os parcos pesos que nos restavam no bolso. Mais sorte teve um morador da cidade, que ganhou 3.000 pesos em um sorteio.

No entanto, nada nos atraiu tanto quanto o delicioso cordeiro patagônico, um clássico local preparado à moda dos antigos moradores da região. Cortado transversalmente e colocado no espeto de cabeça para baixo, o assado é exposto na maior parte dos restaurantes e é possível ver o seu preparo andando pelas ruas da cidade. Pagamos cerca de R$ 120 pela porção, que saciou tranquilamente três marmanjos (um brasileiro que conhecemos na cidade nos acompanhou na empreitada). A carne é macia e deliciosa!

FÁBIO MENDES (Marido Convidado) 
Fotos: Fábio Mendes

 

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Nota de Érica França: Nota-se como o cordeiro patagônico deve ser apetitoso. Nenhum dos marmanjos pensou em tirar uma foto do dito cujo para a posteridade. Segue uma foto emprestada do site apartbue.com, para termos uma vaga e remota ideia.

cordeiro

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